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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013


Linux: como usar o Steam

Tudo o que você precisa saber para comprar e baixar os jogos oferecidos pela loja do serviço.

Linux: como usar o Steam
Uma das maiores plataformas para compra e download de jogos finalmente chegou ao Linux. Depois de anos de espera, a comunidade de software livre agora conta com uma versão oficial do aplicativo da Valve e já pode se divertir com os diversos jogos disponíveis para o serviço.
Quem já utilizou o Steam no Windows certamente vai se sentir em casa com a versão para Linux. Porém, se você nunca utilizou a aplicação, não precisa ficar com medo. O Tecmundo mostra todos os passos para tirar o máximo proveito dessa ferramenta, desde a instalação até o uso de suas funcionalidades.

O Steam

Ao contrário do que muitos usuários pensam, o Steam é muito mais do que uma ferramenta para baixar Demo de jogos. Com ele, você fica por dentro dos lançamentos, participa de uma comunidade de feras, compra games originais por muito menos, instala e gerencia seus jogos em diversas máquinas e com máxima segurança, baixa games de graça e ainda conta com suporte online.
Linux: como usar o Steam

Você vai precisar de...

  • Uma conta no Steam;
  • Uma distribuição Linux com suporte a pacotes DEB.
O Tecmundo possui um tutorial bem detalhado ensinando a criar uma conta no Steam. Clique aqui para acessá-lo e conferir todos os passos.

Instalando

Há duas maneiras de instalar o Steam em seu computador. A primeira delas é por meio da Central de Aplicativo do Ubuntu. Embora o serviço seja gratuito, é preciso ter um cartão de crédito cadastrado para conseguir prosseguir com o processo de instalação.
A segunda forma de obter o Steam é por meio do site do serviço na internet. Veja abaixo como é fácil baixar e instalar o aplicativo.
1) Acesse o site do Steam.
2) Clique sobre o ícone “Instalar o Steam”, presente no canto superior direito da tela.
3) Na página que aparecer, selecione a opção “Instala Steam agora”.
Linux: como usar o Steam
4) Um pacote DEB será baixado. Ao clicar sobre ele, a Central de Aplicativos do Ubuntu será executada.
5) Para finalizar, só pressione o botão “Instalar”, presente na coluna mais à direita da janela, e aguarde até que o processo de instalação seja concluído.
Linux: como usar o Steam

Observação

Durante o processo de instalação, é possível que o sistema solicite a senha de administrador (root) algumas vezes para realizar a cópia dos arquivos sem problemas.

A aplicação

Quase não há diferença entre visitar a loja do Steam pelo site na internet e pela aba “Loja” do programa. A lista de jogos é sempre a mesma, bem como as promoções e os destaques. O que muda um pouco é o visual do gerenciador. A barra de ferramentas presente na parte superior da tela do Steam permite que você acesse a loja do Steam, os jogos baixados em seu computador e as notícias do mundo dos jogos.
Já na tela inicial do aplicativo você confere os destaques da semana, com os principais lançamentos e promoções. Para buscar um título específico, é só utilizar a ferramenta de busca do aplicativo, a qual pode ser encontrada na coluna mais à direita da interface.
Linux: como usar o Steam
Para tornar o resultado da pesquisa mais preciso, é possível utilizar os filtros de categoria oferecidos pelo Steam. Dessa forma, fica bem mais fácil localizar o tipo de conteúdo desejado, seja ele uma versão de demonstração, um pacote de expansão, um trailer ou o jogo em si.

Apenas os compatíveis

Como você vai reparar, por padrão o Steam exibe a tela de jogos para Windows primeiro. Dessa forma, é preciso acessar a guia “Linux” para que apenas os jogos compatíveis com o seu sistema operacional sejam exibidos na lista.
O formato da tela inicial é o mesmo para o Linux ou os demais sistemas operacionais. Você pode conferir os lançamentos, os jogos mais vendidos e os mais populares. Selecionando qualquer game, você conta com sua descrição, vídeos e, é claro, opções para baixar sua demonstração ou comprar o game completo. Vale lembrar que nem todos os games possuem versão Demo.
Linux: como usar o Steam
A biblioteca de jogos para Linux no Steam ainda não é muito grande, mas já há alguns títulos bem interessantes disponíveis, como o Amnesia e o Crusader Kings II. A tendência é que outros jogos famosos ganhem versão para o sistema operacional livre.

A sua biblioteca

Todo o conteúdo baixado pelo Steam pode ser encontrado na aba “Biblioteca”. Na coluna mais à esquerda, é possível conferir uma lista com os itens armazenados no seu disco rígido, além daqueles que ainda estão sendo transferidos para o seu computador.
Mais à direita da janela, você confere uma série de informações a respeito do game selecionado, como as conquistas que ainda não foram alcançadas e as últimas notícias a respeito do título. O botão “Jogar”, que permite iniciar o jogo, também pode ser encontrado nessa parte principal da interface.
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Comunidade

O Steam também é uma comunidade online. Por meio do perfil que todo usuário cria com informações pessoais e foto, você encontra seus amigos e conhece gente nova. Isso é perfeito para aquele desafio multiplayer, lembrando que você conta sempre com uma sala de chat exclusiva para falar com seus amigos durante as partidas.
Além daquele headshot, você pode presentear seus amigos do Steam com um jogo novinho em folha. Sempre que você comprar um game, poderá enviá-lo para algum deles. Já algumas promoções oferecem pacotes com múltiplas cópias do mesmo jogo a preços reduzidos, assim você garante o confronto do final de semana e economiza alguns trocados.
Linux: como usar o Steam
Mas se é informação o que você precisa, a comunidade do Steam oferece inúmeros fóruns que discutem desde dicas e truques até dificuldades técnicas, além de um suporte dedicado. Você envia suas dúvidas em português e recebe as respostas na mesma língua.

Como comprar um jogo

Para adquirir um game, é preciso clicar no botão “+ carrinho”, presente logo abaixo das imagens de destaque do jogo. Na tela seguinte, pressione o botão “COMPRAR PARA MINHA CONTA” ou “COMPRAR COMO PRESENTE”, se você quiser presentear alguém com o título.
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O próximo passo é preencher o cadastro com suas informações pessoais e os dados do seu cartão de crédito. Você só precisa adicionar esses elementos uma vez, pois o programa se encarrega de salvar as informações para as próximas compras. Vale lembrar que somente os cartões internacionais serão aceitos.
Para finalizar, confira se todos os dados estão corretos, aceite os termos de serviço e clique no botão “Comprar” para concluir a compra. Uma mensagem será enviada para o seu email concretizando a transação.

Vantagens do Steam

Preços mais baixos

A compra de jogos pelo Steam pode ser um bom negócio. O preço dos jogos comprados online normalmente são mais baixos do que aqueles vendidos nas lojas, pois você não precisa pagar pelos custos de impressão e logística da mídia e da embalagem física.
Outra vantagem dos games comprados pelo Steam é que eles não estão sujeitos a impostos ou aos valores agregados pelas lojas. No final das contas, um título que pode ser adquirido por R$ 100 nas lojas acaba saindo por pouco mais de R$ 50 no serviço da Valve.

Black Friday e promoções-relâmpago

Não é raro ver o Steam com uma promoção maluca de games famosos. Descontos de 30%, 50% e até 75% são bem comuns na loja do serviço. O legal é que essas ofertas duram apenas alguns dias e acabam de uma hora para outra, privilegiando aqueles que têm o costume de acessar o Steam todos os dias.
Linux: como usar o Steam
Em dias de Black Friday, então, o Steam é famoso por descontos de até 90% de títulos conhecidos e até mesmo pela distribuição gratuita de jogos que ainda não são muito conhecidos. É uma maneira bem eficaz de combater a pirataria e oferecer muitas vantagens para o consumidor.


Leia mais em:http://www.tecmundo.com.br/steam/37043-linux-como-usar-o-steam.htm#ixzz2M8wbeK6o

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

SUSE Studio: crie seu próprio sistema operacional Linux

Ferramenta da Novell que permie que vocẽ crie sua própria distribuição Linux dentro de poucos cliques, e sem qualquer dificuldade!

Você já pensou alguma vez em desenvolver sua própria distribuição Linux? Escolher tudo aquilo que você mais gosta e fazer com que desde a instalação padrão todos os seus pacotes preferidos já estejam disponíveis, além de tirar todos aqueles outros pacotes que você não gosta, ou que jamais utilizou, e que estão lá apenas para ocupar espaço no disco rígido.

Muita gente já deve ter pensado nisso, porém, a tarefa não é tão fácil quanto parece, pois existe uma série de detalhes que precisam ser levados em conta na hora de criar uma distribuição a partir “do nada”, além dos conhecimentos exigidos para tanto.

A Novell, empresa que desenvolve o OpenSuse, uma das distribuições Linux mais conhecidas que existem atualmente, criou uma ferramenta que faz com que essa tarefa seja bastante simplificada, não exigindo que a pessoa que queira criar a distribuição seja um mestre em Unix/Linux.

A ferramenta em questão é a Suse Studio. Ela faz com que seja possível criar uma distribuição Linux através de poucos cliques!

No artigo Versão não-oficial do Sistema Operacional do Google é liberada na rede, você pôde conferir uma breve análise de uma distribuição desenvolvida por um fã do Google, a qual procurava imitar o Sistema Operacional do Google, o ChromeOS (o qual será lançado somente no ano que vem). O resultado não foi dos mais agradáveis, mas isso não significa que todos os resultados providos pelo Suse Studio serão assim.

E quais são os benefícios?


Tux, o mascote do Linux
Mas afinal, por que você iria criar sua própria distribuição se existem inúmeras outras disponíveis? Bem, o principal alvo disso seria ter uma distribuição mais enxuta. E qual seria o resultado disso? A resposta é simples: velocidade! Além, é claro, de poder deixar tudo com a sua cara, do seu estilo.

Se você utilizasse uma distribuição apenas com o necessário, somente com os aplicativos e programas que você realmente usa, ela seria mais leve, e consequentemente seu computador ganharia desempenho.

Não significa que você é obrigado a fazer isso para deixar sua máquina mais rápida, além de que dependendo do seu computador, da distribuição que você utiliza e dos programas e do ambiente gráfico que você utiliza, o desempenho talvez nem seja tão perceptível.

Cadastrando-se no serviço

Primeiramente, você deverá acessar a página do Suse Studio e criar uma conta. Na página principal, no canto superior direito, você verá o link Create account / Sign in. Ao clicar nele, você será direcionado para a página de cadastro.

Na página seguinte, você deverá entrar com seu endereço de e-mail no campo igual ao que você visualiza na imagem abaixo. Em seguida, clique no botão “Request invitation”.

Insira seu e-mail

A última etapa irá perguntar qual é o o propósito que levou você a se cadastrar e querer utilizar o Suse Studio. Segundo o que está escrito na página, se você responder as questões que estão ali você poderá receber o link de confirmação de cadastro de forma mais rápida.

Após receber o e-mail com o link para confirmação de cadastro, basta que você acesse novamente o link que fica localizado no canto superior direito da página principal do projeto. Caso você tenha feito o cadastro através de um e-mail do Google ou do Yahoo, clique sobre o ícone correspondente ao serviço de e-mail que você utiliza e realize o login do usuário e senha deste serviço.


Crie sua própria distribuição

Após você fazer o login na página, a primeira configuração que você verá será a do gerenciador de ambiente gráfico. Você irá visualizar as opções KDE 3, KDE 4, Gnome, JeOS, Minimal X e Server (o qual na verdade não irá instalar ambiente gráfico).

Escolha do gerenciador de ambiente gráfico e plataforma

Todas essas opções representam diferentes gerenciadores de ambientes gráficos, os quais influenciam nos programas que poderão ser instalado com suporte total na sua distribuição (existem programas que são específicos para KDE e outros que são específicos para Gnome, como K3B e Brasero, por exemplo).

Note também que existem três subtítulos: openSUSE 11.1, SUSE Linux Enterprise 10 e SUSE Linux Enterprise 11. As duas últimas devem ser utilizadas nos casos que a pessoa que está montando a distribuição pretende utilizá-la em um servidor.

Na última opção, você verá a opção “Select your archicteture”, e logo abaixo as opções “32-bit” e “64-bit”. A não ser que você saiba exatamente o que você está fazendo, escolha a opção “32-bit”, pois mesmo que o processador do seu computador seja “64-bit”, pode ser que você tenha problemas com drivers ou plugins para essa plataforma.

Após escolher as opções desejadas, clique em “Create appliance”.


Configurando os pacotes


Nesta etapa, você irá selecionar os pacotes de software que você deseja que estejam presentes na sua distribuição. Nos que existem espécies de abas no canto superior da janela do site, as quais são “Start” (que é a qual você está), “Software”, “Configuration”, “Overlay Files” e “Build”. Clique na aba Software.

Na tela que será carregada, você verá a opção “Software sources”, a qual serve para você adicionar os repositórios que servirão para instalação e atualização automáticas de aplicativos e programas para a sua distribuição. Para ver quais são so repositórios que podem ser adicionados, clique em “Add repositories...”.

Na página seguinte você verá uma lista de repositórios que são disponibilizados pelo próprio SUSE Studio. Caso você queira adicionar o repositório de algum programa ou projeto que você conheça, clique em “Import new repository...”.

Em “Selected software” você verá quais são os pacotes que estão selecionados e que serão instalados na sua distribuição. Para adicionar os programas que você desejar instalados com a instalação padrão da sua distribuição, você pode usar o campo “Quick add”, no qual você irá digitar o nome do programa desejado e ele (ou aquele que for mais próximo) automaticamente será adicionado à lista de programas.

Tela para acrescentar programas à distribuição

É possível também realizar buscas precisas, nas quais são mostrados além dos pacotes principais, pacotes contendo a documentação ou complementos para o programa. Pra tanto, faça uma busca no campo “Search for software”. Vale lembrar que, em ambos os casos, o SUSE Studio irá selecionar todas as dependências necessárias para a inclusão dos softwares na distribuição.

Busca rápida por programas

Configurações gerais

No menu “Configuration”, você poderá selecionar diversas opções, como por exemplo a linguagem padrão da distribuição, além de realizar o cadastros dos usuários. É possível também escolher qual será o logotipo da distribuição e qual será o plano de fundo utilizada na área de trabalho, dentre diversas outras opções.

Configurações gerais da distribuição

Na penúltima opção, em “Overlay Files”, você pode adicionar arquivos extras que você deseja que estejam disponíveis após o sistema ter sido instalado, como por exemplo arquivos multimídia para testes.

Criando o arquivo para instalação

Na última aba (em “Build”), você irá criar o pacote para instalação da sua distribuição. Esse arquivo pode ser uma imagem para um pendrive, um LiveCD (no formato ISO) ou um arquivo para ser rodado em máquina virtual. Escolha a opção que você deseja, e digite qual é o número da versão da sua distribuição, e clique em “Build”.

Finalizando

Agora basta você aguardar alguns minutos para a construção do pacote, e pronto! Antes de fazer o download, note que existe um botão com o nome de “Testdrive”. Clique nele e faça um teste, inicializando a distribuição que você acaba de criar.

Testdrive e download da distribuição

Se tudo estiver correto, você já pode fazer o download e instalar em seu computador uma distribuição construída por você, completa, com todos os pacotes que você utiliza, e sem todos aqueles pacotes chatos que você nunca utilizou.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Ubuntu Software Store - A AppStore do Ubuntu

Conheça a novidade que virá a partir da próxima versão do Ubuntu, que será lançada no mẽs que vem, e que promete deixar o sistema ainda mais fácil de ser utilizado!

Após a Apple ter criado o conceito de AppStore (e de ter dado tão certo), parece que várias outras empresas estão aderindo a este tipo de ferramenta. A última a fazer o anúncio de uma AppStore foi a Canonical, empresa responsável pela distribuição do Ubuntu.

A AppStore do Ubuntu irá se chamar Ubuntu Software Store, e pretende unificar diversas ferramentas para instalação de software que já são disponíveis no Ubuntu, as quais são: Synaptic, Adicionar/Remover, GDebi, Computer Janitor e até mesmo o Gerenciador de Atualizações, o que fará com que a Ubuntu Software Store seja uma central para download e instalação de novos programas e aplicativos.

Ubuntu Software Store no Ubuntu 9.10

A ferramenta já pode ser encontrada nas versões Alpha da que será lançada no mês que vem, 9.10 (Karmic Koala), entretanto, não irá apresentar todas as funções prometidas. Na versão 10.04 (a qual teve o codi-nome anunciado recentemente, e se chamará Lucid Lynx), isso também não será possível de ser encontrado, porém o recurso estará mais completo. O projeto está com previsão para ser finalizado na versão 11.04.

Lembrando que a versão atual é a 9.04, e que a ferramenta ainda não está disponível para ela. Caso você queira experimentar a versão 9.10 do Ubuntu, clique aqui e faça o download da imagem ISO do Ubuntu Linux 9.10 Alpha 6.

Apesar do recurso vir no Ubuntu 9.10, os demais aplicativos para instalação e remoção de software serão mantidos, ou seja, o recurso ainda não irá substituir as demais ferramentas, e servirá apenas para ver qual será o gostinho dessa novidade do Ubuntu, pois a Ubuntu Software Store ainda está em fase de desenvolvimento.

Busca de programas no Ubuntu Software Store

Recursos Disponíveis

Atualmente, as únicas opções disponíveis na Ubuntu Software Store são as de busca, instalação e remoção de programas e aplicativos, porém, a ferramente promete ter várias outras funções, tais como:

  • Visualização de screenshots dos programas;
  • Avaliações feitas por usuários;
  • Nível de aceitação do programa em relação aos usuários;
  • Média das notas dadas pelos usuários;
  • Upgrades e updates para o Ubuntu;
  • Compra de softwares;
  • Instalação de fontes;
  • Instalação de screensavers;
  • Instalação de aplicativos do Windows;
  • E muito mais!


Vale ressaltar que o projeto ainda está em desenvolvimento, e que as funções citadas acima são metas a serem desenvolvidas e disponibilizadas no Ubuntu Software Store, sendo que as últimas, por exemplo, estão previstas apenas para Abri de 2011.

Ubuntu Software Store - projeto para o futuro.

O que esperar da Ubuntu Software Store?


Por enquanto, o que podemos esperar do Ubuntu Software Store é algo que irá auxiliar bastante usuários novos no Linux, e algo que se for realmente concretizado, com todas as funções que promete oferecer, irá possivelmente tornar o Ubuntu Linux ainda mais fácil de ser utilizado, e tornando-o consequentemente mais popular.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dicas do Ubuntu: instalando drivers das placas de vídeo NVIDIA ou ATI P

Instalar o driver da placa de vídeo em um computador que utilize um sistema operacional Linux nem sempre é uma tarefa fácil. Entretanto, nos últimos tempos, esta tarefa tem se tornado bastante simples em algumas distribuições, como por exemplo a Ubuntu. E é justamente este o nosso assunto de hoje: como instalar o driver da placa de vídeo no Ubuntu?

O Ubuntu já é bastante famoso devido à sua versatilidade, oferecendo várias facilidades para os usuários Linux. O sistema que sempre fora visto como apenas uma tela preta com um cursor piscando, ganhou diversas facilidades de uso com esta distribuição.

E uma das versatilidades e facilidades oferecidas por esta distribuição é a instalação dos driver de placas de vídeo. A prova disso é que existem pelo menos três métodos para instalação, todos sendo consideravelmente rápidos e fáceis de serem executados.

Recurso do Ubuntu - Instalando drivers restritos

Talvez este seja o método mais fácil, rápido, e prático para instalação drivers no Ubuntu, pois basta apenas que você esteja conectado á internet, acesse alguns menus, e dê alguns cliques para que a instalação seja concluída.

Para tanto, acesse o menu Sistema > Administração > Drivers de Hardware. Você irá observar uma janela semelhante à que aparece na imagem abaixo. Note que há uma lista de drivers que podem ser instalados através deste método.

Adicionar hardware restrito no Ubuntu

Selecione aquele que possuir a palavra “[Recomendados]” ao lado da versão, e clique no botão “Ativar”. A instalação será iniciada, e em breve tudo estará instalado e configurado, bastando apenas que você reinicie o sistema.

Este método tem se mostrado bastante estável e funcional nas últimas versões do Ubuntu, entretanto, pode ser que ocorram erros. Neste caso, você pode tentar novamente através desse mesmo método, mas utilizando outras versões do driver. Caso os erros persistam, tente uma das próximas alternativas.

Utilizando o EnvyNG

O EnvyNG (antigo Envy) é um programa bastante simples, e que faz quase a mesma coisa que o método anterior, oferecido pelo Ubuntu. A diferença é que através deste método você terá algumas opções extras que podem ser escolhidas (mas isso não significa que elas precisam ser utilizadas ou especificadas).

Para começar, baixe o instalador do programa clicando aqui. O pacote do download é no formato DEB, portanto a instalação é descomplicada e rápida. Após instalá-lo, abra o programa através do menu Aplicativos > Sistema > EnvyNG.

O programa também oferece modo texto, o qual também é bem fácil de ser utilizado. Se você preferir utilizá-lo desse modo, abra o Terminal e digite o comando sudo envyng -t. A utilização do modo texto para o modo gráfico é bastante parecida em relação aos procedimentos e menus.

Interface do EnvyNG

Perceba que existem menus para você selecionar qual é o fabricante da sua placa de vídeo, portanto, caso você não saiba disso, é importante que informe-se, pois caso você escolha o fabricante errado, a instalação não será efetuada.
Se você desejar, instale o HardInfo para obter as informações necessárias.

Tanto no modo texto quanto no modo gráfico, você verá que há um driver cujo é recomendado. Segundo o próprio desenvolvedor do programa, este driver geralmente é a melhor escolha, portanto, escolha a versão do driver recomendada. A partir daí, basta aguardar o término da instalação e reiniciar o sistema para ver se está tudo funcionando perfeitamente.

Instalando os drivers dos fabricantes

Outra opção, a qual é mais utilizada por usuários avançados, é a de fazer o download do driver da placa fornecido pelo próprio fabricante. Se sua placa for da nVidia, clique aqui, caso ela seja ATI, acesse este link. Nesses links você deverá especificar qual é séria da sua placa de vídeo antes de realizar o download do driver, o qual pode variar dependendo qual seja o modelo da sua placa.

Instalando placas nVidia

  • Pressione CTRL+ALT+F1. Você irá iniciar o modo texto.
  • Após fazer login, digite o seguinte comando: sudo /etc/init.d/gdm stop
  • Acesse a pasta na qual você fez o download do instalador do driver.
  • Digite o comando chmod +x NVIDIA-Linux-VERSAO.run (no qual VERSAO é a versão do driver) para dar permissão de execução para o arquivo.
  • Execute o pacote de instalação digitando sudo ./NVIDIA-Linux-VERSAO.run.
  • Prossiga com a instalação, confirmando algumas perguntas que serão feitas.
  • Reinicie o computador digitando sudo shutdown -r now.


Neste link você pode conferir mais informações a respeito da instalação do driver da nVidia.


Instalando placas ATI

  • Abra o Terminal e acesse a pasta na qual encontra-se o arquivo de instalação do driver da ATI.
  • Digite o comando chmod +x ati-driver-installer-VERSAO.run (no qual VERSAO é a versão do driver).
  • Em seguida, execute o arquivo. Para tanto, digite sudo ./ati-driver-installer-VERSAO.run.
  • Será mostrado uma janela, pela qual é bem fácil prosseguir a instalação. Escolha a opção Automatic e prossiga confirmando algumas perguntas feiras pelo instalador automático.

Instalador automático da ATI


Caso você queira saber de mais detalhes sobre o procedimento de instalação, clique aqui e faça o download de um PDF fornecido pela ATI e que contém vários detalhes sobre a instalação e desinstalação do driver.

Pronto! Você instalou o driver da sua placa de vídeo! Que tal agora baixar e instalar alguns jogos? Na lista abaixo você confere algumas sugestões. Bom divertimento!







quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Dicas para o Ubuntu: como incluir atalhos no painel superior

Neste artigo você aprenderá mais uma dica básica para o Ubuntu Linux, a qual refere-se a botões de atalho que podem ser incluídos nas barras de tarefas do Ubuntu. Estes atalhos podem ser muito úteis, uma vez que nos poupam o trabalho da necessidade de localizar aplicativos nos menus do Ubuntu.

Talvez algumas pessoas prefiram pressionar ALT+F2 (ou ainda, utilizar um terminal) e digitar os programas que procuram, mas nem sempre você conseguirá abrir programas desta forma digitando apenas o nome com o qual eles apresentam-se no menu. Um exemplo disso é o Terminal, que deve ser chamado através do comando gnome-terminal, e não apenas digitando terminal. Isto faz com que alguns programas sejam um pouco mais chatos para serem iniciados por essa maneira.

Detalhes do Ubuntu

Logo após a instalação do sistema, ou mesmo durante a utilização do LiveCD, você pode visualizar três ícones ao lado do menu Sistema: Firefox, Correio do Evolution e a Ajuda. Saiba que você pode adicionar mais ícones iguais a estes, além de excluir aqueles que você achar desnecessários.

Adicionando e Configurando Atalhos à Barra de Tarefas

Para adicionar um atalho à alguma barra de tarefas do Ubuntu, basta que você clique sobre ela com o botão direito, e selecione a opção “Adicionar ao painel...”. Em seguida, será apresentado a você uma janela contendo uma série de aplicativos que podem ser adicionados à barra de tarefas.

Adicionar ao painel

Para adicionar um programa à barra de tarefas, você deverá selecionar a opção “Lançador de aplicativo..”, por onde serão mostradas as opções disponíveis nos menus do Ubuntu para que você adicione a que deseja.

Além desse modo, existem outros dois que podem ser utilizados para adicionar programas à barra de tarefas: ao selecionar o aplicativo no menu Aplicativos e arrastar o ícone dele até a barra de tarefas, ou após selecionar o ícone no menu, clicar sobre ele com o botão direito e então selecionar a opção Adicionar lançador ao painel”.

Adicionar aplicativo à barra de tarefas

Além de adicionar, também é possível movimentar, excluir, modificar a aparência e alterar preferências (quando disponível) dos botões de atalho da barra de tarefas. Todas essas opções são encontradas ao clicar sobre o ícone do aplicativo com o botão direito do mouse.

sábado, 29 de agosto de 2009

Dicas sobre Ubuntu - menu Sistema

Familiarize-se com os menus do Ubuntu Linux.

Após os menus “Aplicativos” e “Locais” terem sido apresentados à você, agora você conhecerá o terceiro e último menu da barra de tarefas do Ubuntu, o menu “Sistema”, pelo qual podem ser encontradas várias opções para configuração do Ubuntu.

Provavelmente este seja o menu menos intuitivo para um usuário iniciante no Ubuntu, pois algumas das opções ali expostas não são tão claras a ponto de entender o propósito delas apenas pelo respectivo nome.

Neste artigo, será explicado uma breve descrição sobre cada opção encontrada nesse menu. Vale lembrar que a referência utilizada foi o menu de um LiveCD, o que significa que você poderá encontrar opções diferentes no Ubuntu instalado em sua máquina.

Saiba que este é um artigo básico, destinado a pessoas que estão tendo os primeiros contatos com o Ubuntu Linux, ou que pretendem começar a utilizar o sistema.

Primeiras impressões

Assim que você expande o menu Sistema, você visualiza dois submenus, os quais estão divididos como “Preferências” e “Administração”, e três opção, as quais são “Ajuda e Suporte”, “Sobre o Gnome” e “Sobre o Ubuntu”.

Menu Sistema


Na primeira opção você encontrará um guia com várias dicas básicas para novos usuário do Ubuntu, a qual é extremamente recomendada se este for o seu caso. Na segunda opção você obtém informações sobre o Gnome, tais como versão, desenvolvedores e uma breve explicação do que é o Gnome.

Por último, você encontra vários informações a respeito do Sistema Operacional, bem como explicações para as perguntas “O que é Linux?” e “O que é GNU?”. Se você desconhece esses termos, ou não sabe o significado deles, aí está uma boa oportunidade para sanar suas dúvidas.

Preferências

No submenu “Preferências”, você encontra várias opções para customização do Ubuntu. Algumas opções deste menu podem ser comparadas com algumas do “Painel de Controle” que é encontrado no Windows. Abaixo você confere uma breve descrição do que pode ser encontrado em cada opção:

Submenu Preferências

  • Aparência: mudança de tema do Gnome, alteração da imagem de plano de fundo da área de trabalho, fontes do sistema e efeitos visuais. Esta opção é equivalente à que é encontrada ao clicar com o botão direito sobre a área de trabalho e selecionar “Alterar plano de fundo”.

  • Aplicativos de Sessão: seleção dos programas que serão iniciados assim que o Ubuntu for iniciado. É possível excluir ou adicionar programas.

  • Arquivos Preferenciais: seleção principais aplicativos que serão utilizados pelo sistema para determinadas tarefas. Ex: navegação na web: Firefox.

  • Área de Trabalho Remota: torna sua máquina acessível para outros usuários, com controle remoto sobre ela.

  • Atalhos do Teclado: define atalhos para o teclado, como por exemplo atalhos de zoom para o monitor.

  • Bluetooth: opções de escolha sobre o comportamento do ícone de Bluetooth na barra de tarefas.

  • Conexões de Rede: configuração das diferentes interfaces de rede possíveis para o computador: redes com fio, sem fio, 3G, dentre outras.

  • Configurações do Método de Entrada SCIM: método alternativo para a interpretação dos dados de entrada do teclado, que pode corrigir problemas que ocorrem com acentuação, por exemplo.

  • Criptografia e Chaveiros: opções sobre utilização de senhas em diferentes programas e situações do sistema.

  • Dispositivos PalmOS: configurações para conexão de dispositivos PalmOS no Ubuntu.

  • Gerenciamento de Energia: comportamento do computador quando houver inatividade, tempo estimado para entrar em espera, fazer monitor dormir, o que fazer quando abaixar a tela do notebook, etc.

  • Impressora Padrão: seleciona qual será a impressora padrão utilizada pelo sistema.

  • Janelas: interação das janelas do sistema com o mouse, reação de acordo com o que foi feito com o mouse.

  • Proteção de Tela: escolha do tema para proteção de tela, comportamento do sistema quando a proteção de tela for ativada, tempo para ela ser ativada, etc.

  • Proxy da Rede: configurações de proxys a serem utilizadas pelo sistema (automática, manual ou direta).

  • Sobre Mim: aqui você pode adicionar vários informações pessoais suas, referentes a contato, endereço, página pessoal e emprego.

  • Som: configuração dos dispositivos de áudio, bem como a seleção de quais devem ser utilizados e configuração do tema de som (sons de início da sessão, limpar lixeira, etc.).

  • Teclado: configurações do teclado (layout principal, comportamento do cursor, etc.).

  • Tecnologias Assistivas: opções para facilitar a utilização do computador para pessoas que tenham algum tipo de necessidades especiais.

  • Vídeo: configurações de vídeo (resolução de tela, taxa de atualização, etc.).


Administração

Neste submenu você encontra várias opções para gerenciar o Ubuntu. Também serão encontradas algumas itens parecidos com os do “Painel de Controle” do Windows, como por exemplo a opção “Impressão” e “Data e Hora”.
Submenu Administração

  • Autorizações: permissões para modificação de recursos do sistema, como por exemplo o fuso horário, instalar ou remover drivers, etc.

  • Canais de Software: gerenciamento das fontes e do comportamento para atualização do sistema.

  • Criador de disco USB inicializável: transforma um pendrive em um LiveUSB (necessita de uma imagem isso ou mídia do Ubuntu).

  • Data e Hora: configurações da data e hora do sistema (fuso horário, dia, hora, etc.).

  • Drivers de hardware: drivers proprietários que podem ser instalados automaticamente para que o computador funcione de maneira mais eficaz.

  • Editor de partições: edita partições de discos rígido (formata, redimensiona, etc.).
    Obs: esta opção não é encontrada após a instalação do sistema. Se você desejar, pode instalar o Gparted para que ela fique acessível novamente.

  • Ferramentas de rede: configurações de dispositivos de rede, ferramentas para rede.

  • Gerenciador de atualizações: ferramenta que verifica se há atualizações para o sistema e atualiza-o caso encontre.

  • Gerenciador de pacotes Synaptic: ferramenta para procurar e instalar programa no Ubuntu.

  • Impressão: adiciona e configura impressoras no sistema.

  • Instalar o sistema no computador: opção que é encontrada apenas no LiveCD. Como o próprio nome diz, ela instala o sistema no computador.
  • Janela de inicio de sessão: edita a tela de início de sessão (tela de login) do Ubuntu.
    Sugestão: deixe-a mais atraente com o Avio-GDM.

  • Mantenedor do sistema: recurso que rastreia programas que estão obsoletos no computador, sugerindo a remoção deles.
    Cuidado!
    Este recurso pode apresentar erros, pois sugeriu que programas como Skype e Writer fossem excluídos, quando, na verdade, são muito utilizados.

  • NVIDIA X Server Settings: gerenciador das opções de vídeo do driver da Nvidia. Esta opção só aparece se você possui uma placa de vídeo Nvidia e instala o driver proprietário dela.

  • Serviços: seleção de serviços que serão inicializados junto com o sistema (controlador de volume, gerenciador de Bluetooth, por exemplo).

  • Sistema de teste: executa vários teste para verificar se tudo está funcionando normalmente no computador.

  • Suporte a idiomas: idioma padrão do sistema (menus, janelas, etc.).

  • Usuários e grupos: usuários que acessam o computador, e grupos para organização deles.

  • Visualizador de arquivos de log: log de inicialização do sistema.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Dicas do Ubuntu: conheça as aplicações básicas do sistema

Descubra quais os principais aplicativos que já vêm instalados junto com o Ubuntu

Apesar do Ubuntu ser um sistema muito fácil de usar, alguns usuários que acabam de migrar diretamente do Windows podem ter pequenas dificuldades de adaptação. Isso acontece pelo fato do novo usuário não conhecer os programas existentes nesta distribuição Linux, apesar deles já vierem instalados com o sistema. Por este motivo, vamos mostrar neste artigo os principais aplicativos que já vêm com o Ubuntu, distribuídos nas categorias do menu “Aplicativos”.

Menu Aplicativos


Ao inciar o sistema, o usuário novo verifica que o menu de sistema do Ubuntu está localizado em uma barra superior na tela, ao contrário do que acontece no Windows. Além disso, existem três menus distintos (Aplicativos, Locais e Sistema). Dentro do aplicativos, existem categorias específicas para aplicativos que realizam a mesma função, tornado mais fácil a tarefa de encontrar o programa adequado para um determinado propósito.

Acessórios

A primeira categoria do menu, “Acessórios”, como seu próprio nome indica, contém ferramentas úteis ao sistema, mas que desempenham uma função específica ou um papel menor comparado com ferramentas de outras. É aqui que encontramos programas como a Calculadora(Xcalc), Editor simples de texto (Gedit), Terminal de sistema (gnome-terminal).

Acessórios


Escritório

Esta categoria reúne os aplicativos designados para tarefas relacionadas com criação de documentos, planílhas e apresentações. Entre seus principais programas, podemos citar o OpenOffice.org Apresentação (ooimpress), OpenOffice.org Editor de Texto (oowriter) e o OpenOffice .org Planilha Eletrônica (oocalc).

Escritório


Gráficos

Como o seu próprio nome indica, esta seção é responsável pelos programas especializados em imagens. A categoria abrange aplicativos que vão desde gerenciadores de fotos (F-Spot), editores simples (OpenOffice.org Desenho) e programas super completos para manipulação gráfica (Gimp).


Gráficos


Internet

Categoria que reúne os aplicativos que de alguma forma utilizam a Internet como recurso básico para o seu funcionamento. Por exemplo, temos o Pidgin como comunicador instatâneo, o navegador web Firefox e o cliente de Torrent Transmission.

Internet


Jogos

O nome desta categoria também é bastante intutivo, reunind os games instalados no Ubuntu. Os jogos que acompanham o sistema são simples, do mesmo modo como que acontece no Windows, mas nada impede que novos games sejam instalados a qualquer momento. Como exemplo, temos uma versão de Xadrez, Paciência, Campo Minado (Minas), entre outros joguinhos simples.

Jogos


Som e Vídeo

Essa seção reúne os aplicativos relacionados com a reprodução e edição de áudio do Ubuntu. Entre os programa mais conhecidos, podemos citar o Gravador de CD Brasero, o reprodutor de vídeo Totem e player de música Rythmbox.

Som e vídeo


Adicionar e remover

Adicionar e remover permite que você instale programas de maneira totalmente gráfica, através da ferramenta Synaptic.

Demais categorias


Além das já citadas, outras categorias são criadas automaticamente pela instalação de determinados programas. Por exemplo, alguns antivírus criam uma nova aba “Sistema”, enquanto que programas relacionados à ciência e educação podem criar uma categoria chamada “Educativo”.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Como proteger arquivos com senha no Linux?

Aprenda a proteger seus arquivos a paritr dos aplicativos GnuPG e Gnome-GPG

Hoje vamos aprender a criptografar arquivos no Linux de maneira muito simples. Para isso, utilizaremos duas ferramentas, a GnuPG e a Gnome-GPG. A primeira delas funciona completamente através de terminal de comandos e a segunda utiliza o autenticador de senhas do Gnome. Contudo, o funcionamento de ambas são parecidos, pois a Gnome-GPG é baseada na GnuPG.

Encriptando arquivos

Ambas ferramentas, GnuPG e Gnome-GPG, são muito fáceis de serem utilizadas, mesmo por quem não possui conhecimentos em comandos Linux. Para encriptar um arquivo, abra um terminal de sistema, como o gnome-terminal, Xterm ou Konsole. Antes de mais nada, o comando “gpg” é relativo ao GnuPG e o “gnome-gpg” ao Gnome-GPG.

Ainda no terminal de sistema, digite o comando:

$ gpg -c teste.zip ( usando o GnuPG)

ou

$ gnome-gpg -c teste.zip (usando o Gnome-GPG)

Em seguida, forneça duas vezes a senha que irá proteger o arquivo. Como o gpg, a senha será requisitada no próprio terminal. Já o gnome-gpg abre a seguinte janela:

Digite a senha duas vezes


Como resultado, um arquivo chamado teste.zip.gpg será criado, cujo formato é impossível de ser compreendido por um ser humano.

Decriptando arquivos


Continuando no terminal de sistema, digite um dos comandos abaixo para decriptar o arquivo:

$ gpg teste.zip.gpg (GnuPG)

ou

$ gnome-gpg teste.zip (Gnome-GPG)

Agora, forneça a senha do arquivo. Do mesmo modo, o GnuPG irá perguntar pela palavra chave no próprio terminal, enquanto que o Gnome-GPG irá solicitá-la pela janela abaixo:

Digite a senha


Como resultado, o arquivo teste.zip original será restaurado.

Algumas observações importantes

A encriptação de um arquivo não apaga a sua versão original, portanto, fique atento a este detalhe. Além disso, a senha deve ser escolhida de forma cuidadosa, de forma que não seja fácil descobri-la através de métodos de tentativa e erro.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Aprenda a configurar o layout do teclado no Ubuntu

Aprenda configurar seu teclado de forma muito simples, caso ele esteja desconfigurado por algum motivo qualquer.

Hoje vamos aprender como configurar o layout do teclado no Ubuntu, caso ele esteja desconfigurado por algum motivo qualquer. Todo o processo é muito simples e leva somente pouquíssimos minutos.

Para acessar a ferramenta de configuração de teclado no Ubuntu, basta clicar no menu “Sistema → Preferências → Teclado”. Clicando sobre a aba “disposições”, é possível observar a seguinte tela abaixo:

Preferências do Teclado


O seu teclado pode estar desconfigurado por dois motivos distintos: ou o modelo do teclado não é compatível com o hardware utilizado, ou então as teclas não estão dispostas de maneira correta. Apesar de parecerem a mesma coisa, existe uma pequena diferença entre ambos problemas.

Ajustando o modelo do teclado

Por algum motivo, pode ser que o modelo do teclado escolhido pelo sistema não seja o mesmo que você esteja utilizando. Isso pode acarretar em teclas que não possuem nenhuma função. Ou então, pode não existir nenhuma tecla correspondente para um ou mais caracteres do teclado.

Para selecionar o modelo mais adequado, basta procurar a informação correta sobre o hardware utilizado e escolher a opção correspondente nas listas de “Fabricantes” e “Modelos”:

Escolha um modelo de teclado


Para grande parte dos brasileiros, basta selecionar a opção “ABNT2” na lista de modelos.

Ajustando a disposição das teclas

Caso o modelo do teclado utilizado seja o utilizado como driver do sistema, mas ainda exista algum problema de teclas trocadas, altere a disposição do teclado conforme a configuração mais indicada, clicando no botão “adicionar”. Como resultado, temos a seguinte tela:

Escolha uma disposição


Para facilitar a escolha por parte usuário, o sistema apresenta graficamente cada um dos layouts existentes. No caso da maioria dos brasileiros, basta escolher o país “Brasil” e a variante “Brasil”:

Disposição Brasil escolhida


Após seguir os passos acima, você poderá aproveitar todo o potencial do seu teclado.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Microsoft anuncia drivers Software Livre para Linux

Confira mais sobre este anúncio que deixou a comunidade Software Livre muito surpresa

No começo dessa semana, o mundo da informática recebeu uma notícia que deixou puristas do movimento Software Livre chocados, a qual informava que a Microsoft acabara de lançar código opensource para o Linux. Não, você não leu errado, essa notícia é totalmente verdadeira, sendo bastante discutida durante estes últimas dias. Com um anúncio bombástico como esse, lança-se uma pergunta no ar: Seria essa uma pegadinha da Microsoft com segundas intenções? Nesta matéria, vamos tentar esclarecer esta dúvida sobre esse anúncio tão controverso.

Microsoft X Software Livre


Microsoft e a filosofia anti-Software Livre

A Microsoft sempre foi contra o Software Livre, criticando duramente o que ela chama de “quebra de patentes”, visto que muitos aplicativos Opensource são parecidos com seus programas proprietários, como é o caso da relação Openoffice/Microsoft Office. Inclusive, a companhia de Bill Gates moveu processos contra Richard Stallman (criador do movimento Software Livre) e sua turma alegando quebra de mais de 200 patentes. Além disso, a Microsoft já afirmou uma vez que a licença GPL era anti-americana.

É importante lembrar que a Microsoft já possui uma parceria com a Novell desde 2006, no desenvolvimento do SUSE Linux Enterprise Server. Contudo, este sistema, apesar de Linux, possui licença proprietária, ou seja, os códigos desenvolvidos por Bill Gates e seus colaboradores também não são livres.

Por ironia do destino, agora a Microsoft lança em torno de 20 mil linhas de códigos sob a licença GPLv2. A primeira vista, essa afirmação não poderia fazer sentido, visto a resistência durante anos desta empresa em relação ao Software livre. Teria a Microsoft mudado a sua filosofia para um mundo da computação livre? Como é de se esperar, a resposta é não. Na verdade, a empresa está usando a licença GPL para promover ainda mais o uso dos seus produtos, de forma muito inteligente. Como consequência, a Microsoft lança uma ferramenta muito útil para uso de administradores de sistemas e redes. Como? Vamos conferir abaixo.

Drivers lançados para Linux

As vinte mil linhas de código GPL estão divididas entre três drivers distintos, responsáveis pela implementação da tecnologia “Microsoft Hyper-V” no Linux. Basicamente, esta tecnologia surgiu no Windows Server 2008, possuindo como principal objetivo otimizar o uso de ambientes virtuais sobre o sistema instalado no computador. Em outras palavras, estes drivers permitem que o Windows Server 2008 rode com um ótimo desempenho sobre o Linux. Atualmente já existem várias máquinas virtuais no mercado, como o Virtual Box e o VMware Workstation, mas os sistemas emulados perdem desempenho comparado com suas versões nativas.

Desde sempre, o administrador de rede necessita escolher qual é o melhor sistema para os seus servidores. Por um lado, o Linux é mais seguro. Por outro, o Windows é mais compatível com as ferramentas comerciais. Visto ambas as limitações, os administradores preferem o Linux, pois segurança deve vir sempre em primeiro lugar em ambientes sujeitos a ataques maliciosos. Logicamente, quanto mais o Software Livre é utilizado, mais a Microsoft perde mercado nesse ramo.

Pensando nisso, os drivers GPL foram lançados para que o Windows volte a ocupar o espaço perdido nos servidores, mesmo rodando como ambiente virtual. Desde modo, a Microsoft venderá mais licenças proprietárias de seu sistema operacional, incluindo aplicativos próprios, como a suíte Microsoft Office.

Linux e Windows em um mesmo servidor!


Novas possibilidades para administradores de rede

Rodando tanto Linux quanto Windows em um mesmo servidor, administradores podem suprir todas suas necessidades. Desde modo, seria possível aliar a segurança do Linux com a compatibilidade do Windows. Assim, apesar dos drivers GPL da Microsoft promoverem ainda mais a sua marca, eles serão úteis para a integração e união de ambos sistemas operacionais. Existe a possibilidade desses drivers serem incluídos nas próximas versões do Kernel Linux, o que necessita a aprovação da comunidade Software Livre.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Linux: como compartilhar impressoras entre Linux e Windows

Aprenda a compartilhar impressoras em redes que possuem sistemas operacionais Linux e Windows.

Neste artigo, você aprenderá uma dica muito útil para redes que possuem máquinas que utilizam sistemas operacional Linux e outras que utilizam sistema operacional Windows. Como compartilhar a impressora em casos assim? Apesar de parecer uma tarefa difícil de ser realizada, a solução é mais simples do que parece.

Vale ressaltar que a versão Linux utilizada para este artigo foi a Ubuntu 9.04, e que se você estiver utilizando outra versão, alguns detalhes poderão ser diferentes.

Impressora compartilhada entre Windows e Linux

Primeiro caso: instalar impressora do Linux no Windows

No Linux, é necessário que você possua o programa CUPS instalado no sistema. Em várias distribuições, ele vem junto dos programas padrão apresentados pela distro. Mas se este não for o seu caso, faça o download do CUPS neste link. Ou, se você não utiliza o Ubuntu, faça o donwload clicando aqui.

A partir daí, você deverá adicionar algumas configurações ao CUPS. Edite o arquivo cupsd.conf, localizado na pasta /etc/cups/ (esta pasta pode variar de acordo com a distribuição que você utiliza). Você pode fazer isso ao abrir um terminal qualquer e digitar o seguinte comando: sudo gedit /etc/cups/cupsd.conf . Se você estiver em outra versão Linux que não tenha o comando sudo habilitado, digite o comando su - para adquirir permissões de root e em seguida digite gedit /etc/cups/cupsd.conf .

Adicione as seguintes linhas no final do arquivo:

#Listen localhost:631
Listen *:631
Listen /var/run/cups/cups.sock

Em seguida, reinicie o CUPS com o comando sudo /etc/init.d/cupsys restart . Ou, somente /etc/init.d/cupsys restart , com as permissões de root, caso seu sistema não possua o sudo habilitado.

Pronto! A impressora está compartilhada na rede. Basta apenas que você a adicione no Windows. Para fazer isso, abra o gerenciador de impressoras, localizado em Painel de controle > Impressoras e aparelhos de fax. Em seguida, no menu ao lado esquerdo, selecione a opção “Adicionar uma impressora”. Clique em Avançar, e na tela seguinte, selecione a opção “Uma impressora da rede ou conectada a outro computador”.

Adicionar impressora no Windows

Nesta tela, você deve inserir a seguinte linha na opção URL: http://SERVER:631/printers/PRINTER, onde SERVER é o nome do host ou IP da máquina que possui a impresso instalada e PRINTER é o nome da impressora que foi compartilhada.

Segundo caso: instalar impressora do Windows no Linux

Obs: antes de realizar o procedimento, lembre-se de compartilhar a impressora no Windows.

No caso contrário, no qual a impressora está instalada no Windows, e se deseja adicioná-la ao Linux, você deve realizar o seguinte procedimento:

Selecione o menu Sistema > Administração > Impressão. Na janela que será aberta, clique sobre o ícone de adicionar nova impressora, localizado abaixo do menu “Servidor”, e selecione a opção “Windows Printer via SAMBA”, que pode ser encontrado ao expandir o menu “Impressora de Rede”.

Adicionar impressora no Linux

No campo para digitar o endereço da impressora, digite o endereço conforme pode ser observado no exemplo abaixo do campo em branco para a inserção, ou clique no botão “Navegar” e tente encontrar a impressora ao navegar pela rede. Se for pedido um nome de usuário, utilize o nome “guest”, ou “convidado”.

Caso ocorra algum problema, procure alterar as opções na impressora do Windows, desmarcando a opção “Habilitar suporte bidirecional”, na aba “Portas” das propriedades da impressora no Windows.

Pronto! Agora você já sabe como compartilhar sua impressora com outros computadores, seja do Linux para o Windows ou do Windows para o Linux.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Como adicionar novos usuários no Ubuntu?

Aprenda a adicionar novos usuários no Ubuntu de maneira muito simples

Adicionar usuários no Ubuntu é uma tarefa muito simples de ser realizada, principalmente pela existência da ferramenta “Configurações de Usuários”. Através dela, é possível registrar novos usuários no sistema incluindo várias configurações personalizadas, como os níveis de permissão. Para abrir a interface do programa, clique sobre o menu “Sistema > Administração > Usuários e Grupos”. O primeiro passo para realizarqualquer modificação é clicar sobre o botão “Desbloquear”, informando sua senha de administrador logo em seguida.

Ferramenta desbloqueada

Agora, você já estará apto a realizar as alterações. Clicando sobre a opção adicionar usuário, temos a seguinte tela como resultado:

Criando um novo usuário

Você deve informar o nome real do usuário e o seu login, incluindo a sua senha, a qual poderá ser gerada automaticamente caso desejar. Nesse ponto, é possível escolher entre três níveis de permissão: Administrator, Unpriviligied e Desktop User.

Tipos de Usuário

O primeiro deles, Administrator, como seu próprio nome indica, permite a pessoa utilizar o poder de root do sistema. Em primeiro momento, o usuário irá logar-se no sistema com permissão normal. Contudo, ao informar sua própria senha, ele adquire o poder total sobre o PC.

Já o Unpriviliged restringe totalmente o acesso ao computador, ou seja, você não pode fazer nada, nem mesmo abrir um CD. Esse tipo de permissão é recomendado para ambientes muito limitados, que exijam um alto grau de segurança.

O desktop user é o usuário comum, que pode executar a maioria das funções do sistema, exceto aquelas que necessitam poderes administrativos, como adicionar e remover programas e usuários.

Permissões Personalizadas


Além disso, é possível personalizar o nível de acesso, através da aba “Privilégios do Usuário”. Basta marcar ou desmarcar as opções conforme o seu gosto. Finalizando, a última aba, “Avançado”, configura opções como o diretório padrão e o interpretador de comando que será utilizado pelo novo usuário. Caso você não saiba o que elas significam, simplesmente deixem-as como elas já vem por padrão.

Após clicar no botão OK, temos como resultado o usuário “teste5” adicionado:

Usuário teste5 adicionado